YouTubers cristãos são investigados por "insultar o Islã" em vídeo contra antissemitismo

  • 17/04/2026
YouTubers cristãos são investigados por "insultar o Islã" em vídeo contra antissemitismo
YouTubers cristãos são investigados por "insultar o Islã" em vídeo contra antissemitismo (Foto: Reprodução)

Dois YouTubers cristãos estão sendo investigados na Alemanha após publicarem um vídeo condenando o antissemitismo praticado por muçulmanos, segundo a CBN News.

Os criadores do canal do YouTube “Eternal Life”, chamados pelos apelidos Niko e Tino, compartilharam o vídeo "O Islã não é paz”, criticando os protestos violentos pró-Palestina e pró-Hamas após o ataque de 7 de outubro de 2023 em Israel.

O vídeo, postado em 2024, condenou a retórica antissemita promovida durante os protestos. Na época, o governo alemão reprimiu as manifestações e proibiu atividades pró-Hamas.

"Temos o ano de 2024, e o antissemitismo está oficialmente permitido novamente na Alemanha. Os palestinos estão comprometidos com o extermínio dos judeus, conforme ditado pelos Hadith (uma coleção de textos com ensinamentos de Maomé)”, afirmaram Niko e Tino, no vídeo.

Em seguida, os YouTubers citam partes do livro islâmico que incita a morte do povo judeu: “A Hora não chegará até que os muçulmanos lutem contra os judeus e os muçulmanos os matem até que os judeus se escondam atrás de uma árvore ou de uma pedra”.

E os cristãos acrescentaram: “O ódio aos judeus – a crença de que os judeus devem ser mortos, que é permitido matar judeus – é um espírito demoníaco e não vem de Deus. O Islã e a mensagem por trás dele trazem nada além de ódio, poder e assassinato. Essa religião não oferece paz, alegria e nem vida. Eles estão lutando por uma mensagem morta e um Deus morto”.

Vídeo removido do YouTube

O vídeo foi sinalizado pelo YouTube como "perigoso" e acabou sendo removido da plataforma.

Em fevereiro de 2025, o Ministério Público em Hamburgo iniciou uma investigação por blasfêmia contra Niko, baseado no Artigo 166 do Código Penal da Alemanha, que afirma: "Quem insultar publicamente ou por meio da disseminação de conteúdo as convicções religiosas ou ideológicas de terceiros de forma capaz de perturbar a ordem pública será passível de prisão de até três anos ou multa”.

Tino também está sendo investigado pelas autoridades. A investigação do Ministério Público ainda está em andamento.

Liberdade de expressão

O advogado de Niko, Marco Winger, solicitou que a investigação seja cancelada, porque o objetivo do seu cliente não era incitar ódio, mas apenas falar sobre sua própria fé cristã.

Marco lembrou que o antissemitismo praticado por muçulmanos já foi abordado por órgãos governamentais alemães, como a Agência Federal de Educação Cívica (BPB), e que o vídeo dos YouTubers não configuram uma perturbação da ordem pública.

Para Tino, a investigação é uma ameaça à liberdade de expressão no país. "Não entendo o que eles querem investigar. As pessoas não deveriam ter medo de expressar suas opiniões e professar sua fé em Jesus Cristo”, declarou ele, ao jornal alemão Apollo.

Onda de antissemitismo na Alemanha

Casos de ódio a judeus aumentaram 80% na Alemanha em 2023, revelou um novo relatório da Associação Federal de Departamentos de Pesquisa e Centros de Informação sobre Antissemitismo (RIAS).

Segundo o levantamento, 4.782 casos de ódio a judeus foram registrados na Alemanha só em 2023. Destes, 2.787 aconteceram após o ataque do grupo terrorista Hamas a Israel em 7 de outubro.

Desde o ataque até o fim de 2023, cerca de 33 casos antissemitas ocorreram por dia no país. 66% dos incidentes que envolveram "violência extrema, agressões e ameaças" também ocorreram após o 7 de outubro.

FONTE: http://guiame.com.br/gospel/noticias/youtubers-cristaos-sao-investigados-por-insultar-o-isla-em-video-contra-antissemitismo.html


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